{"id":3957,"date":"2023-07-04T15:13:11","date_gmt":"2023-07-04T15:13:11","guid":{"rendered":"https:\/\/mediabooks.org\/books\/id-1249630\/"},"modified":"2023-07-04T15:13:11","modified_gmt":"2023-07-04T15:13:11","slug":"id-1249630","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mediabooks.org\/books\/id-1249630\/","title":{"rendered":"Os Maias by E\u00e7a de Queir\u00f3s (ePUB)"},"content":{"rendered":"<p>Os Maias by E\u00e7a de Queir\u00f3s is now available for free ePub download or online reading.<\/p>\n<p><strong>Intro:<\/strong><\/p>\n<p>Biblioteca Ulisseia de Autores Portugueses #15<\/p>\n<p><i>Os Maias<\/i> \u00e9 uma das obras mais conhecidas do escritor portugu\u00eas E\u00e7a de Queiroz. O livro foi publicado no Porto em 1888. A ac\u00e7\u00e3o de <i>Os Maias<\/i> passa-se em Lisboa, na segunda metade do s\u00e9culo XIX, e apresenta-nos a hist\u00f3ria de tr\u00eas gera\u00e7\u00f5es da fam\u00edlia Maia. A ac\u00e7\u00e3o inicia-se no Outono de 1875, quando Afonso da Maia, nobre e pobre propriet\u00e1rio, se instala no Ramalhete com o neto rec\u00e9m formado em Medicina. Neste momento faz-se uma longa descri\u00e7\u00e3o da casa &#8211; &#8216;O Ramalhete,&#8217; cujo nome tem origem num painel de azulejos com um ramo de girass\u00f3is, e n\u00e3o em algo fresco ou campestre, tal como o nome nos remete a pensar. Afonso da Maia era o personagem mais simp\u00e1tico do romance e aquele que o autor mais valorizou, pois n\u00e3o se lhe conhecem defeitos. \u00c9 um homem de car\u00e1cter, culto e requintado nos gostos. Em jovem aderiu aos ideais do Liberalismo e foi obrigado, por seu pai, a sair de casa e a instalar-se em Inglaterra. Ap\u00f3s o pai falecer regressa a Lisboa para casar com Maria Eduarda Runa, mas pouco tempo depois escolhe o ex\u00edlio por raz\u00f5es de ordem pol\u00edtica. H\u00e1 em <i>Os Maias<\/i> um retrato da Lisboa da ep\u00f3ca. Carlos, que mora na Rua das Janelas Verdes, caminha com frequ\u00eancia at\u00e9 ao Rossio (embora, por vezes, v\u00e1 a cavalo ou de carruagem). Algumas das lojas citadas no livro ainda existem &#8211; a Casa Havaneza, no Chiado, por exemplo. \u00c9 poss\u00edvel seguir os diferentes percursos de Carlos ou do Ega pelas suas da Baixa lisboeta, ainda que algumas tenham mudado de nome. No final do livro, quando Carlos volta a Lisboa muitos anos depois, somos levados a ver as novidades &#8211; a Avenida da Liberdade, que substituiu o Passeio P\u00fablico, e que \u00e9 descrita como uma coisa nova, e feia pela sua novidade, exactamente como nos anos 70 se falava das casas de emigrante. O romance veicula sobre o pa\u00eds uma perspectiva muito derrotista, muito pessimista. Tirando a natureza (o Tejo, Sintra, Santa Ol\u00e1via&#8230;), \u00e9 tudo uma choldra ign\u00f3bil. Predomina uma vis\u00e3o de estrangeirado, de quem s\u00f3 valoriza as civiliza\u00e7\u00f5es superiores &#8211; da Fran\u00e7a e Inglaterra, principalmente. Os pol\u00edticos s\u00e3o mesquinhos, ignorantes ou corruptos (Gouvarinho, Sousa Neto&#8230;), os homens das Letras sao bo\u00e9mios e dissolutos, retr\u00f3grados ou distantes da realidade concreta (Alencar, Ega&#8230;: lembre-se o que se passou no Sarau do Teatro da Trindade), os jornalistas bo\u00e9mios e venais (Palma&#8230;), os homens do desporto n\u00e3o conseguem organizar uma corrida de cavalos, pois n\u00e3o h\u00e1 hip\u00f3dromo \u00e0 altura, nem cavalos, nem cavaleiros, as pessoas n\u00e3o vestem como o evento exigia, as senhoras traziam vestidos de missa. Para c\u00famulo de tudo isto, os protagonistas acabam vencidos da vida. Apesar de ser isto referido no fim do livro, pode-se ver que ainda h\u00e1 alguma esperanca impl\u00edcita, nas passagens em que Carlos da Maia e Jo\u00e3o da Ega dizem que o apetite humano \u00e9 a causa de todos os seus problemas e que portanto nunca mais ter\u00e3o apetites, mas logo a seguir dizem que lhes est\u00e1 a apetecer um &#8216;prato de paio com ervilhas,&#8217; ou quando dizem que a pressa n\u00e3o leva a nada e que a vida deve ser levada com calma mas come\u00e7am a correr para apanhar o americano (el\u00e9ctrico). Mais do que cr\u00edtica de costumes, o romance mostra-nos um pa\u00eds &#8211; sobretudo Lisboa &#8211; que se dissolve, incapaz de se regenerar. Quando o autor escreve mais tarde <i>A Cidade e as Serras<\/i>, exp\u00f5e uma atitude muito mais construtiva: o protagonista regenera-se pela descoberta das ra\u00edzes rurais ancestrais n\u00e3o atingidas pela degrada\u00e7\u00e3o da civiliza\u00e7\u00e3o, num movimento inverso ao que predomina n&#8217;<i>Os Maias<\/i>.. First published January 1, 1888. Original format: Paperback. Pages: 681. #os-maias-ebook #os-maias-epub #read #download<\/p>\n<p>User Rating: 4 (based on 23256 ratings)<\/p>\n<p><strong>Download EPUB Os Maias by E\u00e7a de Queir\u00f3s<\/strong><\/p>\n<p>\ud83d\udcc1 File details: <em>os-maias.epub<\/em><\/p>\n<div style=\"text-align: center\"> <a href=\"https:\/\/mediabooks.org\/redirect\/id-1249630\" class=\"mi-boton\">DOWNLOAD<\/a> <\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os Maias by E\u00e7a de Queir\u00f3s is now available for free ePub download or online reading. 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